quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

CAROLE LANDIS











































Carole Landis nasceu em 1º de Janeiro de 1919 - e faleceu em 05 de Julho de 1948) foi uma atriz americana.
Landis nasceu com o nome de Frances Lillian Mary Ridste em Fairchild, Wisconsin. Filha de pai norueguês Alfred Ridste e mãe polonesa Clara Stentek Ridste. Seu pai largou a família antes que Carole nascesse. Mais tarde seria revelado pelo autor E. J. Fleming que Alfred Ridste pudesse não ser o pai biológico de Carole. Seu verdadeiro pai seria Charles Fenner, o segundo marido de Clara Ridste. Carole era a mais jovem de cinco crianças, embora dois de seus irmãos tenha morrido (Jerome foi queimado com água ferevente e Lewis levou um tiro acidental). Carole teve uma infância infeliz cheia de pobreza e abuso sexual. Ela se transformou numa linda adolescente e começou a ganhar vários concursos de beleza locais. Ela foi uma das primeiras mulheres a formar um time totalmente feminino de futebol na Escola. Landis se casou com Irving Wheeler em Janeiro de 1934 mas seu casamento foi anulado em Fevereiro do mesmo ano (mais tarde se casaram novamente, e finalmente se divorciaram em 1939). Ela desistiu da Faculdade aos 15 anos e largou em direção a uma carreira no show business.
Carole trabalhou como cantora de nightclub e dançarina de hula em São Francisco antes de estrear em filmes em 1937 como extra em "A Star Is Born". Seu cabelo virou loiro e ela mudou seu nome para Carole Landis por causa de sua atriz favorita, Carole Lombard. Carole assinou contrato com a Warner Brothers e teve um relacionamento com o coreógrafo Busby Berkeley. Ela continuou aparecendo em pontas diversas de filmes até 1940 quando Hal Roach a escalou para ser uma garota das cavernas em "One Million B.C.". O filme foi uma sensação na época e transformou Carole numa estrela. "A garota do silvo" e "O busto" devido ao seu impressionante tamanho 36 DD de busto. Embora ela quisesse desesperadamente ser reconhecida como um atriz séria, ela acabou posando para diversas poses de pin-up para tentar ajudar sua carreira. Sua marca registrada era uma cruz de ouro que ela usava em seu pescoço. A cruz foi um presente de sua amiga Diana Lewis.
Alta, magra, glamurosa e com uma voz forte para cantar, Landis apareceu em filmes de sucesso no início dos anos 40. Numa época em que muitas atrizes eram dubladas em seus filmes, a voz de Landis era considerada muito boa e era usada nos seus poucos filmes musicais. Carole assinou contrato com a 20th Century Fox e começou uma relação com Darryl F. Zanuck. Interpretou papéis de antagonista de Betty Grable em "Moon Over Miami" and "I Wake Up Screaming", ambos em 1941. Quando Carole terminou seu relacionamento com Zanuck, sua carreira sofreu e ela começou a apareceu em filmes B.
Seu casamento com o segundo marido Willis Hunt Jr. durou poucos meses. Ela se casou com um Capitão do Exército chamado Thomas Wallace em 1943, mas este casamento também terminou em divórcio. Namorou Franchot Tone, Gene Markey, Charlie Chaplin e George Montgomery. Landis se tornou uma pin-up popular durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, ela viajou ao lado da comediante Martha Raye, Mitzi Mayfair e Kay Francis pela Inglaterra e África do Norte. Dois anos mais tarde, ela divertia os soldados no Pacífico Sul ao lado de Jack Benny. Carole viajou mais de 100,000 miles durante a Guerra e gastou mais tempo visitando tropas do que qualquer outra atriz. Ela quase morreu de desinteria e malária.
Além de ser atriz, Landis também escrevia. She escreveu diversos artigos para jornais e revistas sobre sua experiência sobre a guerra. Em 1944, ela escreveu o livro "Four Jills in a Jeep", o qual mais tarde se transformou num filme. Em 1945, estrelou na Broadway o musical "A Lady Says Yes" com Jacqueline Susann. No mesmo ano, Landis se casou com o produtor da Broadway W. Horace Schmidlapp. Ela queria muito se tornar mãe, mas de acordo com diversas biografias, ela sofria de endometriose e não podia ter filhos.
Landis sofreu de depressão sua vida inteira e tentou o suicídio em 1944 e 1946. Em 1948, sua carreira entrou em declínio e seu casamento com Schmidlapp entrou em colapso. Carole iniciou um romance com o ator Rex Harrison, que era casado com Lilli Palmer. Landis se sentiu esmagada quando Harrison se recusou a se divorciar de Palmer e ficar com ela. Incapaz de suportar este sofrimento por mais tempo, Carole cometeu suicídio em Pacific Palisades, California, tomando uma overdose de Seconal. Ela tinha apenas 29 de idade.
Harrison foi a última pessoa a ver Carole viva e foi quem descobriu seu corpo na manhã seguinte. Harrison afirmou que sentiu o pulso de Carole, mas ao invés de chamar um ambulância, ele simplesmente saiu da casa. Quando ele retornou com a polícia ficou constatado que Carole já havia morrido há várias horas. Ela deixou dois bilhetes, uma para sua mãe e o segundo para Harrison, que subornou um oficial de polícia a destruí-lo. O primeiro recado dizia: “Querida mamãe - Eu sinto muito, realmente sinto muito em te envolver nisso mas não há outro jeito para evitar - Eu te amo querida, você tem sido a mãe mais maravilhosa que existe tanto para mim quanto para nossa família. Eu amo cada um deles imensamente - Mas tudo vai para você - Olhe nos arquivos onde eu decreto o meu desejo - Adeus, meu anjo - Reze por mim - Seu bebê.”
Sua mãe, Clara Ridste Fenner, e sua irmã Dorothy Ross, nunca acreditaram que Landis cometeu suicídio. Elas tentaram por anos provar que Rex Harrison havia sido o responsável por sua morte, mas não existiam provas de qualquer evidência.
Carole Landis foi enterrada no Cemitério Forest Lawn Memorial Park em Glendale, California. Entre outras celebridades que foram ao seu enterro estavam Betty Grable, Cesar Romero, Van Johnson e Pat O'Brien. Ela foi enterrada com seu vestido azul predileto e sua cruz de ouro no pescoço.
Carole foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama por sua contribuição à Indústria Cinematográfica.

Um comentário:

Roderick Verden disse...

Pô, muito triste a história dessa atriz. Ao mesmo tempo que era uma mulher dinâmica, parecendo ser cheia de vida, era deprimida. Muito triste mesmo! Até me arrepiei! One more time, prolfaças, Gene!